Perícia Conectada ou Atestmed: qual é a diferença no atendimento

A Perícia Conectada exige que o cidadão vá à agência da Previdência Social para usar a sala com câmera e falar com o médico, enquanto o Atestmed é o envio de documentos pelo sistema digital, sem encontro ao vivo. As duas modalidades visam acelerar a análise do auxílio por incapacidade temporária, mas os caminhos que o trabalhador percorre são completamente diferentes.

No Atestmed, o segurado anexa seus laudos médicos, atestados, receitas e exames diretamente no sistema Meu INSS ou entrega os papéis no balcão da agência, sem agendar consulta. Um perito avalia a documentação em um escritório remoto. Não há necessidade de comparecimento presencial para conversar com o profissional de saúde. A resposta do requerimento depende exclusivamente da conformidade da documentação enviada com os requisitos da lei, como a indicação clara do tempo de repouso e a assinatura do médico assistente. Quando o documento não basta para a aprovação, o sistema direciona o trabalhador para um exame físico.

A Perícia Conectada, por sua vez, é um exame médico real e interativo, executado por telemedicina. O segurado precisa sair de sua residência, dirigir-se até a agência agendada e sentar-se diante de uma câmera. O médico perito está lotado em outra cidade ou estado, mas conduz as perguntas em tempo real pela tela. Essa modalidade atende situações em que a análise documental não atinge a certeza necessária ou nos casos em que a unidade já dispõe de salas estruturadas para o formato remoto. O segurado jamais recebe um link de chamada no próprio celular; a infraestrutura e a segurança da conexão ficam a cargo do INSS.

Como funciona o exame por telemedicina dentro da agência do INSS

No dia do atendimento, o segurado comparece presencialmente à unidade escolhida e entra em uma sala equipada com computador, câmera de alta definição e microfone. O perito médico conduz a avaliação remotamente, gerenciando a entrevista, a visualização de cicatrizes aparentes e a checagem da documentação.

O servidor administrativo da agência recebe o segurado e prepara o ambiente técnico, contudo não participa da avaliação médica. O papel da equipe local é garantir o acesso à sala, testar o áudio e estabelecer a conexão segura com a central médica. Assim que a chamada inicia, o servidor se retira e a interação ocorre estritamente entre o cidadão e o médico, resguardando o sigilo do paciente. Toda a análise clínica, o registro em prontuário eletrônico e a decisão administrativa cabem exclusivamente ao profissional de medicina posicionado do outro lado do vídeo.

Para evitar confusões sobre o local do atendimento e a perda da vaga, o cidadão deve verificar se o comprovante exige a ida à agência. Caso o segurado acredite que a modalidade conectada permite a realização da entrevista em casa e não compareça à unidade presencial, o pedido poderá ser arquivado. Para evitar essa ausência, confira o endereço completo impresso no comprovante do Meu INSS. O projeto, já implementado em unidades como a de Cosmópolis, no interior de São Paulo, requer a ida física do trabalhador.

Dinâmica do exame remoto

Veja como a avaliação por vídeo acontece quando o cidadão recebe o direcionamento para a modalidade conectada em sua cidade. A organização prévia faz diferença no andamento da entrevista.

No dia marcado, o segurado deve chegar com antecedência, carregando o documento de identificação original, laudos detalhados e exames recentes. Um funcionário confere a identidade na recepção e conduz o trabalhador até a sala de telemedicina, onde o computador já exibe a plataforma oficial conectada.

Na tela, um médico perito lotado em outra região inicia a chamada. O profissional faz perguntas sobre as exigências da atividade exercida, questiona como o quadro de saúde impede o trabalho e solicita que o segurado posicione o atestado mais recente de frente para a lente da câmera. O cidadão responde às perguntas e levanta o documento devagar, permitindo a leitura. A interação direta dura poucos minutos. Após a finalização por parte do médico, o segurado deixa a sala e segue a orientação de aguardar a atualização do resultado no aplicativo a partir das 21h.

Checklist de documentos para levar no dia da Perícia Conectada

O preparo documental exige que o requerente apresente um documento oficial com foto original, o CPF e os laudos, receitas e exames médicos mais recentes. Apresentar os papéis corretos e bem conservados acelera a leitura pela câmera e sustenta o relato feito ao médico.

Reunir atestados legíveis, com a identificação do médico (CRM), a Classificação Internacional de Doenças (CID), o prazo estimado de afastamento e a data de emissão recente é o ponto de partida. Além do atestado, documentos complementares reforçam o quadro clínico, como prontuários de internação, relatórios do médico do trabalho da empresa e exames de imagem recentes. Leve sempre os originais, pois o perito remoto precisa verificar a autenticidade das assinaturas, dos papéis timbrados e dos carimbos apresentados.

Se o cidadão apresentar apenas cópias em preto e branco, borradas ou relatórios desatualizados, a análise poderá ser prejudicada. A câmera tem limites técnicos de foco e pode não captar textos apagados, dificultando a leitura de documentos importantes. Para facilitar o procedimento, organize os papéis originais em uma pasta, do mais recente para o mais antigo, destacando o atestado principal. Certifique-se de que nenhum papel esteja amassado. A avaliação considera a documentação atual que indica a condição de saúde no momento presente.

O que pode acontecer diante da câmera durante o exame médico

Durante a videochamada, o perito conduz a avaliação perguntando sobre o histórico da doença, os impactos diretos na rotina de trabalho e os tratamentos em curso, podendo solicitar a exibição dos atestados na webcam. O roteiro se adapta ao tipo de doença, mas o foco permanece em atestar se existe incapacidade para o trabalho atual.

O profissional de saúde possui autonomia para direcionar a conversa e solicitar os esclarecimentos necessários, baseando-se nas respostas do segurado e no conteúdo dos relatórios apresentados. Ter um diagnóstico de doença crônica não resulta automaticamente no reconhecimento do direito; o procedimento avalia se a condição impede a execução da atividade profissional no momento do pedido. O segurado deve explicar os motivos pelos quais apresenta restrições para exercer sua função, informando sua condição de forma objetiva.

De acordo com as diretrizes de teleavaliação publicadas na Portaria Conjunta DPMF/INSS nº 19/2026, o atendimento remoto preserva o rigor técnico das avaliações do INSS. Caso o perito perceba que a qualidade do vídeo não suporta uma decisão segura ou que exames físicos de toque são indispensáveis para aquele tipo de patologia, ele possui autoridade para converter o caso em avaliação presencial tradicional. O cidadão relata suas restrições de forma transparente e aguarda o direcionamento do médico.

A internet ou o sistema falhou na agência: quais são os próximos passos

Se houver interrupção da conexão ou falta de energia na hora da chamada, o segurado deve comunicar imediatamente o servidor da recepção e solicitar o registro por escrito do seu comparecimento. O reagendamento, nessa circunstância, preserva a data original de entrada do requerimento.

Caso a comunicação de vídeo caia antes da conclusão e não retorne, o cidadão poderá ser remarcado para um atendimento presencial subsequente.

É importante não deixar as dependências da agência sem uma comprovação do comparecimento no horário correto. Se o cidadão sair do local sem esse registro após uma interrupção técnica, o requerimento poderá ser arquivado por ausência. Para resguardar seus direitos, solicite o comprovante de agendamento carimbado pelo servidor ou uma certidão de comparecimento antes de sair da unidade. Em seguida, acesse o portal oficial do INSS ou o aplicativo Meu INSS para conferir a nova data estipulada.

Como agendar a Perícia Conectada e consultar o resultado

A marcação demanda a liberação de vagas pela própria agência e ocorre por meio do site Meu INSS, aplicativo de celular ou telefone 135. Após a conclusão do exame de vídeo na unidade, a resposta final e o laudo médico ficam disponíveis na aba de resultados do ambiente digital.

A modalidade conectada aparece como alternativa no sistema quando o segurado busca atendimento em uma agência que possui salas equipadas e disponibilidade de horários. Não há um botão exclusivo para escolher diretamente a marcação por vídeo; a opção é disponibilizada pelo sistema de acordo com a organização das vagas.

Siga o passo a passo para o agendamento no aplicativo:

  1. Acesse o aplicativo Meu INSS utilizando seu CPF e a senha cadastrada na conta gov.br.
  2. Localize a opção “Pedir Benefício por Incapacidade” ou “Agendar Perícia” no menu inicial.
  3. Preencha o formulário eletrônico informando seus dados pessoais, o tipo de trabalho que exerce e a data de emissão do atestado.
  4. Escolha a agência da Previdência Social mais acessível para a sua residência.
  5. Verifique as datas disponíveis e confirme o horário ofertado, observando se a indicação menciona o atendimento presencial ou conectado.
  6. Salve o comprovante gerado na tela final em PDF ou imprima o arquivo, pois ele contém o endereço correto e as instruções de chegada.

O médico que conduz a videochamada não revela se o benefício foi aprovado ou negado durante a conversa. A decisão passa pela validação do sistema do governo e a liberação do laudo ocorre a partir das 21h do mesmo dia.

Dúvidas frequentes sobre a Perícia Conectada do INSS

A novidade tecnológica gera dúvidas práticas sobre os limites e as exigências do exame remoto. Respondemos abaixo de forma direta às questões mais recorrentes de quem possui o atendimento agendado.

A Perícia Conectada vale para quais pedidos de benefício? Ela destina-se aos fluxos de auxílio por incapacidade temporária e a situações específicas em que o procedimento remoto é aplicável. A indicação de quem se enquadra na modalidade é feita pelo próprio sistema de agendamento, não sendo uma opção de livre escolha do cidadão.

Posso fazer o exame remoto sem sair de casa? O cidadão desloca-se até a unidade do INSS especificada no agendamento e ingressa na sala monitorada. A regulamentação proíbe a realização do exame utilizando o celular privado ou o computador do trabalhador.

O que acontece se eu não puder comparecer na data marcada? O sistema anota a ausência e o pedido de benefício pode sofrer arquivamento. Recomenda-se reagendar pelo aplicativo Meu INSS ou central 135 com antecedência, escolhendo uma nova data caso ocorra um imprevisto grave e comprovável.

Como acompanhar a situação do pedido após a perícia? O andamento permanece na área “Consultar Pedidos” no aplicativo Meu INSS. O documento final, chamado Comunicação de Decisão, detalha a aprovação ou a recusa e informa a data em que o pagamento inicia.

Para acompanhar seu pedido e confirmar a unidade, a vaga e os canais disponíveis, consulte o Meu INSS ou ligue para o 135. Use estas orientações como informação geral e confira a situação do seu atendimento diretamente nos canais oficiais do INSS. Se você não tem acesso à internet, o atendimento presencial em uma agência do INSS também é uma opção para tirar dúvidas, agendar serviços e entender o status do seu benefício.

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Perguntas frequentes

Quem tem direito a passar pela Perícia Conectada do INSS?

O direito à Perícia Conectada abrange segurados que solicitam benefícios como o auxílio por incapacidade temporária e são direcionados pelo sistema do governo. Essa modalidade não é de livre escolha do trabalhador, mas aplicada quando a agência possui infraestrutura de telemedicina e há peritos remotos. Verifique a indicação no Meu INSS.

Onde posso pedir e agendar a perícia por telemedicina?

Você pode pedir o agendamento por meio do aplicativo ou site Meu INSS, além da central de atendimento telefônico 135. Durante o preenchimento do requerimento, o sistema eletrônico indicará se a agência mais próxima oferece vagas para o exame conectado. Não é possível exigir a telemedicina se a unidade contar apenas com atendimento presencial.

Quais documentos preciso levar no dia da chamada de vídeo?

O segurado precisa levar um documento oficial com foto, o CPF e os laudos, atestados e exames médicos mais recentes em formato original. A organização desses papéis é fundamental, pois o perito poderá pedir para você exibi-los na frente da câmera da agência. Apresentar documentos legíveis e atualizados permite que o profissional consiga ler as informações necessárias.

Quanto tempo demora para sair o resultado da avaliação médica?

O resultado da avaliação médica fica disponível geralmente a partir das 21h do mesmo dia do atendimento presencial na agência. O perito não informa a aprovação ou recusa do benefício durante a videochamada. O segurado deve acompanhar a conclusão acessando o portal oficial do INSS ou o aplicativo para visualizar a decisão.

Quando devo procurar ajuda se o sistema falhar na agência?

Procure a equipe da recepção do INSS imediatamente se a internet cair ou o computador falhar antes da conclusão da entrevista. Solicite um comprovante de comparecimento por escrito para não perder o requerimento por abandono. Com esse documento, o trabalhador protege seus direitos e pode reagendar a perícia sem prejuízo dos valores atrasados.

Posso fazer a avaliação por vídeo no meu próprio celular?

Não, a avaliação por vídeo nunca é realizada no celular ou computador pessoal do cidadão. A legislação exige que o trabalhador compareça fisicamente à agência agendada e utilize os equipamentos monitorados do governo. Ficar em casa aguardando um link de chamada resultará em falta e no consequente arquivamento do seu requerimento.